Era uma vez um castelo
Tuesday, October 26, 2010
Histórias...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
4:44 AM
3
pensamento(s) profundo(s)
Friday, May 21, 2010
As palavras que eu sou...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
2:14 PM
6
pensamento(s) profundo(s)
Friday, February 6, 2009
Soneto de Angústia
Cicatrizes desenhadas a lápis de carvão
Aguarelas de cristal pintam a melancolia
Num canto, em tons de azul, a solidão
Mas nem um frágil vestígio de alegria
A ampulheta de uma vida de suplício
Arde nas chamas da nocturna apatia
Enquanto estilhaços de fogo de artifício
Apagam as velas de uma primavera fria
O cântico suave de mágoas adormecidas
Arrepia as raízes de uma planta magoada
E ingénuas melodias de pessoas perdidas
Vêm tocar neste ligeiro pedaço de nada
"O que desenhas tu, tão docemente?"
"O coração espelhado de uma alma inocente"
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:18 AM
5
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, September 11, 2008
Solidão
Quando as palavras consomem o momento
E, hesitando, percorre o sentimento
Um caminho de profunda apatia
Triste fortuna, trágica agonia
O dia parece não acabar
O corpo já só sabe respirar
A alma partiu para outra vida
Demasiada mágoa sentida
Se pudesse fechar a alma ao sofrimento
E esquecer o fatal pensamento
Que suavemente desfaz o coração...
Pura e inigualável solidão
Seria talvez mais feliz
Por não saber o que disse ou fiz?
Será a ingenuidade a salvação?
Ou mais um estilhaço de destruição...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:25 AM
19
pensamento(s) profundo(s)
Sunday, April 20, 2008
Abismo...
Agarrando-me aos estilhaços de esperança
Deixo-me consumir pela insegurança
Contando inúmeras lágrimas de prata
Escondo, dentro de mim, o que me mata
Cânticos inocentes confundem o coração
Gotas de chuva gelada libertam a solidão
Sonhos infelizes perturbam a vida real
Palavras envenenadas e um destino fatal
Abre os olhos e vê os pedaços a vaguear
Fazem parte da alma que não conseguiu aguentar
A tristeza da vida e o sofrimento do mundo
Deixou-se cair nesse abismo profundo
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
8:24 AM
10
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, March 27, 2008
Conversas comigo mesma...
"Reflexos de um espelho de memória
Distorcem o olhar do coração
Escondem a alegria na escuridão
Imaginas-te a contar a tua história?
A preocupação, a tristeza
Que suavemente guardas no regaço
Que torna o teu olhar gélido e baço
Que te faz sempre sentir tão presa"
"Essa preocupação, por mim sentida
É porque existo para os ajudar
E se eles não soubessem cantar
De nada serviria a minha vida
E se a infelicidade me matar
Eles me guardarão na memória
Para que serve contar a minha história
Se não existir história para contar?"
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
9:20 AM
12
pensamento(s) profundo(s)
Monday, February 4, 2008
Sem ela, tudo se perdeu...
Presa num mundo ao qual nunca pertenci
Pergunto a mim própria o que faço aqui
O meu coração é agora teu
E, sem ele, a minha alma pereceu
A vida escorre pela minha pele fria
Apagando toda a dor que sentia
Eras a única luz do meu ser
E, sem ela, não quis mais viver
Branca, gelada, enfrentei a morte
Assim se esvaneceu a tua sorte
Eu caí, sem vida, aos teus pés
E, sem mim, tu nada és
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:27 AM
12
pensamento(s) profundo(s)
Wednesday, January 16, 2008
Em delírio...
Não sabes quem és, onde estás
Deixaste o mundo para trás
Só vives nesse único delírio
Que se esvanece em martírio
Numa pura ausência de compreensão
Invocas o nome da Solidão
Tornando-se claro como água
A existência do teu mundo de mágoa
Mas continuarás, então
A apodrecer na escuridão
Enquanto a vida reluz?
Será que não acreditas na alegria?
Ou talvez tudo o que antes existia
No teu desespero, não mais seduz...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:37 AM
7
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, November 29, 2007
Apatia outonal...
Folhas que perdem a vida, ao cair
Pálidos tons de amarelo, a fugir
E um vazio, que se esconde na escuridão
Lentamente, apoderando-se do teu coração
Faces brancas, marcadas pelo sal
Um triste nada, no frio outonal
Chorar a vida, até nada mais restar
Deixando a alma, que se irá evaporar
Como um fantasma, como vidro partido
Gemendo suavemente pelo coração ferido
Doce apatia, nada és, tudo desfazes
Que desalento infernizado é o que trazes...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:10 AM
2
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, November 22, 2007
A tua escuridão
Noite escura, o luar tremia
Nada se viu, ninguém viria
Arrepiada por um coração de gelo
Um grito na escuridão, começou o pesadelo
Perdida, sem poder acordar
A realidade, não podia tocar
Estilhaçada por amar demais
Deu-te tudo, não poderias querer mais
O sacrifício de uma vida por viver
Sem mais amar, respirar, compreender
A tua rosa, a tua escuridão
Que seja agora a tua maldição
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:31 AM
3
pensamento(s) profundo(s)
Sunday, November 18, 2007
Melancolia...
Mas, quem és tu, melancolia?
Doce, frágil e enregelada
Eras a que tudo compreendia
Eras a feliz e a amada
Aterrorizada, triste apatia
Perdeu o amor, não tem mais nada
Enterrada nesta terra fria
Assim caiu ela, desamparada
Enquanto o ingénuo mundo se ria
Da pobre criança, desesperada
O riso, ao longe, se partia
Ninguém mais foi feliz, pois ela chorava
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:58 AM
2
pensamento(s) profundo(s)
Friday, September 28, 2007
Anjo perdido
Ela era um anjo, pintada de dourado
Numa caixa de esperança, o seu coração guardado
Num mar de felicidade, a sua alma reluzia
Com todo o amor do mundo, ela sorria
Até que, um dia, te entregou o coração
Até que a sua alma tremeu de paixão
Até que lhe arrancaste todo o sentimento
A sua sanidade só durou um momento
As suas vestes e faces cobriram-se de escuridão
A sua frágil alma encheu-se de solidão
A sua mente estilhaçou-se, perdida
Ela não está morta, mas perdeu a vida
Ela foi um anjo, o seu olhar brilhou
O seu coração sorriu, a sua alma sonhou
Agora é depressão e do mundo se escondeu
Ela era um anjo e esse anjo era eu
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
8:53 AM
3
pensamento(s) profundo(s)
Monday, September 10, 2007
Agora sou tua...
Qual flor murcha, fizeste-me desaparecer
Nas trevas, eu me irei esvanecer
Quebraste as barreiras, escondendo saudade
E, um dia, me trouxeste à realidade
Eu era uma alma frágil sem lugar para onde ir
Ocultaste as mágoas, fizeste-me sorrir
Agora sou tua, mas quem sou eu?
O corpo vazio de uma alma que morreu
A realidade é um prédio cruel
Com janelas de mármore e chão de papel
Agora sou tua, derramando o sangue pelo chão
Cicatrizes de um sonho que nasceu em vão
Agora engano-te quando sorrio
A minha alma perdeu-se num refúgio frio
Agora sou a tua doce amada
Agora sou tua, mas não sou mais nada
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:49 AM
1 pensamento(s) profundo(s)
Saturday, September 1, 2007
A escuridão
Mágoas na alma e cinzas na solidão
Sombras infelizes que ocultam a escuridão
Porque a escuridão não pertence ao mundo
Porque a escuridão é algo mais profundo
A escuridão oculta tristeza e desejo de morrer
A escuridão pertence a quem nela irá desaparecer
A escuridão é doce, simples e pura
Enquanto tudo desaparece, a escuridão perdura
A escuridão é refúgio, a escuridão é o meu lar
A escuridão não questiona nem nunca há de julgar
A escuridão esconde o mais triste pensamento
A compreensão de que a vida é um tormento
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
1:16 PM
2
pensamento(s) profundo(s)
Friday, August 31, 2007
Rosa negra (auto-retrato)
Rosa negra como a depressão
Que haverá de afastar o mundo
Os meus espinhos são o sangue no chão
Se vier a morte, não esperarei um segundo
Rosa negra em busca de ternura
Rosa negra que só sente rejeição
Sou uma rosa à beira da loucura
Que se há de afogar na escuridão
Rosa negra levemente apaixonada
Rosa que sonha com um dia de alegria
Uma rosa que, nos teus braços, não é nada
Sem a noite vir, enquanto brilha o dia
Mas a rosa negra, um dia, será tua
Meu trágico e incompreendido amor
E quando o sol fugir e vier a lua
Lá estaremos os dois, lá se apaga a dor
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
10:06 PM
2
pensamento(s) profundo(s)
Monday, August 27, 2007
Sonho de luz e escuridão
A noite era bela e estrelada
De momento, não sabia mais nada
Esqueci o mundo, fixando o céu
Escondi-me no seu estrelado véu
Por um segundo, ninguém mais chorou
Diria até que o tempo parou
E eu pairava, adormecida
À luz de uma lua já esquecida
Quando voltei a ver o que é real
E senti, dentro de mim, o mesmo mal
Desprezei tudo o que era terreno
E desejei, de novo, o céu sereno
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:35 AM
2
pensamento(s) profundo(s)
Donzela de um rio de mágoas
Numa noite fria, à luz da lua
Foi quando encontraste uma alma nua
Que chorava, por temor à solidão
E se enterrava na pura escuridão
Enfeitiçado pela doçura do seu olhar
Procuraste, à cautela, te aproximar
Olhaste o sangue que se misturava com a água
E fugiste da donzela e da sua mágoa
Água do rio que o seu sangue levou
E, com ele, os seus sonhos roubou
Deixou a adulta, que ainda era criança
Deixando espaço para uma última dança
A frágil jovem, por fim, cedeu
E nestas águas permaneceu
Demasiado doce para fugir
A quem a torturou para se divertir
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:30 AM
2
pensamento(s) profundo(s)
Sunday, August 26, 2007
Se...
Se...
Se tristeza fosse só nome de canção
Se as lágrimas fossem só água a cair
Se não houvesse mágoa na solidão
Se não tivesse por que fugir
Se não houvesse trauma na minha mente
Se não houvesse sangue na minha faca
Se tudo se resumisse ao sol poente
Se a vida não fosse tão fraca
Se não houvesse ira nem agonia
Se o meu coração não fosse de cristal
Talvez houvesse sonho na maresia
Talvez eu fosse uma pessoa normal
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
8:40 AM
0
pensamento(s) profundo(s)
Monday, July 2, 2007
Pensamentos quebrados...
Sol
Poente
Um frio de gelo
Que me quebra a mente
Noite
De luz
Dança das trevas
Fragilmente me seduz
Caio de novo
Na escuridão
Cruel mundo de solidão
Perdida na triste memória
É o costume, a velha história
Aceitando a flor de papel
Que em breve me rasgaria a pele
Apaixonada pela loucura
Breve desejo de ternura
Eclipsou-se num só momento
Recordações de sofrimento
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:04 PM
3
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, June 21, 2007
A fuga
Foge da esperança sem pensar
Tão triste que mal pode respirar
Gritos ecoam no seu coração
Oceanos de raiva e de solidão
Lágrimas de medo caem na areia
As suas mágoas formam uma teia
Entranhada nos confins da sua mente
Falta-lhe a voz para dizer o que sente
Noites de horror na sua pele queimada
Leves suspiros de uma alma assombrada
Sombras de morte escondem-se na rua
A sua face iluminava a lua
Foge do medo, foge da dor
Falta a alegria, falta o amor
Caí no chão de uma casa trancada
Algures, no tempo, uma luz apagada
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
4:27 PM
0
pensamento(s) profundo(s)



