Showing posts with label sonetos. Show all posts
Showing posts with label sonetos. Show all posts

Friday, February 6, 2009

Soneto de Angústia

Cicatrizes desenhadas a lápis de carvão
Aguarelas de cristal pintam a melancolia
Num canto, em tons de azul, a solidão
Mas nem um frágil vestígio de alegria

A ampulheta de uma vida de suplício
Arde nas chamas da nocturna apatia
Enquanto estilhaços de fogo de artifício
Apagam as velas de uma primavera fria

O cântico suave de mágoas adormecidas
Arrepia as raízes de uma planta magoada
E ingénuas melodias de pessoas perdidas
Vêm tocar neste ligeiro pedaço de nada

"O que desenhas tu, tão docemente?"
"O coração espelhado de uma alma inocente"



Wednesday, January 16, 2008

Em delírio...

Não sabes quem és, onde estás
Deixaste o mundo para trás
Só vives nesse único delírio
Que se esvanece em martírio

Numa pura ausência de compreensão
Invocas o nome da Solidão
Tornando-se claro como água
A existência do teu mundo de mágoa

Mas continuarás, então
A apodrecer na escuridão
Enquanto a vida reluz?

Será que não acreditas na alegria?
Ou talvez tudo o que antes existia
No teu desespero, não mais seduz...

Monday, December 10, 2007

Amor submisso...

Doce, pura, querida ingenuidade
Tão incorrigível como sincera
Tocando ao de leve a liberdade
A sua bela alma por ele espera

Entre alegrias falsas e momentos
Que o amor quis oferecer, em vão
Dispersando infelizes pensamentos
De uma pálida, gelada solidão

Conheceria ele a noite estrelada
Que brilhava no juvenil amor perdido
Ao partir o coração da sua amada?

Ou será para sempre um desperdício?
Este desesperado anjo caído
Este intemporal e submisso sacrifício