Cicatrizes desenhadas a lápis de carvão
Aguarelas de cristal pintam a melancolia
Num canto, em tons de azul, a solidão
Mas nem um frágil vestígio de alegria
A ampulheta de uma vida de suplício
Arde nas chamas da nocturna apatia
Enquanto estilhaços de fogo de artifício
Apagam as velas de uma primavera fria
O cântico suave de mágoas adormecidas
Arrepia as raízes de uma planta magoada
E ingénuas melodias de pessoas perdidas
Vêm tocar neste ligeiro pedaço de nada
"O que desenhas tu, tão docemente?"
"O coração espelhado de uma alma inocente"
Friday, February 6, 2009
Soneto de Angústia
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:18 AM
6
pensamento(s) profundo(s)
Wednesday, January 16, 2008
Em delírio...
Não sabes quem és, onde estás
Deixaste o mundo para trás
Só vives nesse único delírio
Que se esvanece em martírio
Numa pura ausência de compreensão
Invocas o nome da Solidão
Tornando-se claro como água
A existência do teu mundo de mágoa
Mas continuarás, então
A apodrecer na escuridão
Enquanto a vida reluz?
Será que não acreditas na alegria?
Ou talvez tudo o que antes existia
No teu desespero, não mais seduz...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:37 AM
10
pensamento(s) profundo(s)
Monday, December 10, 2007
Amor submisso...
Doce, pura, querida ingenuidade
Tão incorrigível como sincera
Tocando ao de leve a liberdade
A sua bela alma por ele espera
Entre alegrias falsas e momentos
Que o amor quis oferecer, em vão
Dispersando infelizes pensamentos
De uma pálida, gelada solidão
Conheceria ele a noite estrelada
Que brilhava no juvenil amor perdido
Ao partir o coração da sua amada?
Ou será para sempre um desperdício?
Este desesperado anjo caído
Este intemporal e submisso sacrifício
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
12:26 PM
9
pensamento(s) profundo(s)



