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Friday, May 21, 2010

As palavras que eu sou...

Sinto-me como um fantasma atraiçoado,
Névoa esvoaçante, meio perdida,
Augúrio infeliz de solidão.
Arrasto-me, vencida, pelo chão
De mármore pálido da vida,
Pela luz, há tanto tempo, abandonado.

Nesta visão onírica de trevas,
Neste espelho de fulcral alucinação,
Fujo desses meus gritos de dor.
E embora neste dia claro esteja calor,
O corpo treme com o enregelar do coração.
Sofrimento, para que abismo me levas?

Friday, March 20, 2009

No fim do universo...

Poeira dourada que se desfaz no ar
Cintila suavemente no céu estrelado.
E no momento mais oportuno para sonhar,
Tudo se perde neste mundo estilhaçado.

Tão inexplicável e profunda a solidão
Que não caberia neste ínfimo verso.
Eu mostro-te...Dá-me a tua mão
E caminhemos até ao fim do universo.

Estrelas cadentes doces e luminosas
Perdem o brilho através da queda.
As forças da natureza mais poderosas
São tão delicadamente frágeis como seda.

Mas o movimento nasce da apatia
E a luz sustém-se através da escuridão.
Pois o universo inteiro é apenas ironia
E não existe alegria sem haver solidão...

Friday, February 6, 2009

Soneto de Angústia

Cicatrizes desenhadas a lápis de carvão
Aguarelas de cristal pintam a melancolia
Num canto, em tons de azul, a solidão
Mas nem um frágil vestígio de alegria

A ampulheta de uma vida de suplício
Arde nas chamas da nocturna apatia
Enquanto estilhaços de fogo de artifício
Apagam as velas de uma primavera fria

O cântico suave de mágoas adormecidas
Arrepia as raízes de uma planta magoada
E ingénuas melodias de pessoas perdidas
Vêm tocar neste ligeiro pedaço de nada

"O que desenhas tu, tão docemente?"
"O coração espelhado de uma alma inocente"



Thursday, September 11, 2008

Solidão

Quando as palavras consomem o momento
E, hesitando, percorre o sentimento
Um caminho de profunda apatia
Triste fortuna, trágica agonia

O dia parece não acabar
O corpo já só sabe respirar
A alma partiu para outra vida
Demasiada mágoa sentida

Se pudesse fechar a alma ao sofrimento
E esquecer o fatal pensamento
Que suavemente desfaz o coração...
Pura e inigualável solidão

Seria talvez mais feliz
Por não saber o que disse ou fiz?
Será a ingenuidade a salvação?
Ou mais um estilhaço de destruição...

Tuesday, March 18, 2008

Questões...

Nenúfares, na mais branca paz
Cobrem um lago de solidão
Se tudo a melancolia desfaz
Poderá ainda alguém dar-me a mão?

Será a vida doce analogia
Num mundo repleto de solidão?
Existirá ainda a magia
Que une os pedaços do coração?

As almas são o mais frágil cristal
E partem-se com o mais dócil sopro de vento
Tristemente se escondem perante o mal
Dançando entre sombras de desalento

Poderá ainda alguém afogar
Este, tão desdenhoso, sofrimento?
Se a ignorância corrompe o ar
Conhecerá ainda alguém o sentimento?