Cicatrizes desenhadas a lápis de carvão
Aguarelas de cristal pintam a melancolia
Num canto, em tons de azul, a solidão
Mas nem um frágil vestígio de alegria
A ampulheta de uma vida de suplício
Arde nas chamas da nocturna apatia
Enquanto estilhaços de fogo de artifício
Apagam as velas de uma primavera fria
O cântico suave de mágoas adormecidas
Arrepia as raízes de uma planta magoada
E ingénuas melodias de pessoas perdidas
Vêm tocar neste ligeiro pedaço de nada
"O que desenhas tu, tão docemente?"
"O coração espelhado de uma alma inocente"
Friday, February 6, 2009
Soneto de Angústia
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:18 AM
6
pensamento(s) profundo(s)
Sunday, February 1, 2009
O amor é indescritível...
A sua alma foi levada pelo vento
O seu corpo foi consumido pela esperança
E enquanto a indiferença oculta o desalento
Esconde o coração num sonho de criança
É uma rosa, cujas pétalas já caíram
É uma nuvem, que a terra quer alcançar
Os seus sonhos, demasiado frágeis, ruíram
É uma batalha perdida antes de começar
Tal como a luz se estilhaça na escuridão
E a suave alegria acaba por se perder
Assim se esconde a glória na solidão
Enquanto eu anseio por esse delicado ser
Se pudesse criar os seus sonhos perdidos
Daria a vida e a alma, sem nunca hesitar
Enquanto partilhamos corações partidos
Te prometo que sempre te irei amar
* depois de muito tempo sem escrever, saíu-me mais um poema... um dia antes do meu exame de alemão...
presumo que seja a ironia do destino... :) *
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
2:06 PM
5
pensamento(s) profundo(s)
Wednesday, January 16, 2008
Em delírio...
Não sabes quem és, onde estás
Deixaste o mundo para trás
Só vives nesse único delírio
Que se esvanece em martírio
Numa pura ausência de compreensão
Invocas o nome da Solidão
Tornando-se claro como água
A existência do teu mundo de mágoa
Mas continuarás, então
A apodrecer na escuridão
Enquanto a vida reluz?
Será que não acreditas na alegria?
Ou talvez tudo o que antes existia
No teu desespero, não mais seduz...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:37 AM
10
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, September 6, 2007
Escondem-se os poetas...
Lágrimas de poetas escondidos
Lembranças de sonhadores incompreendidos
O sabor a maresia perdido no ar
O amor à poesia, uma canção de embalar
As mágoas encerradas em palavras por perceber
O frágil desejo de desaparecer
Uma vida que o lápis desenhou
Um único sorriso que congelou
Enquanto o poeta conduz a dança
Afogam-se os tristes no mar da esperança
Escondem-se os traumas na terra fria
Rejeita-se o amor, esquece-se a poesia
Um dia, também eu serei esquecida
E, como Atlândida, estarei desaparecida
Um dia, se perderá o fogo do amor
Pois a sociedade a nada dá valor
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:36 AM
4
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, June 21, 2007
A fuga
Foge da esperança sem pensar
Tão triste que mal pode respirar
Gritos ecoam no seu coração
Oceanos de raiva e de solidão
Lágrimas de medo caem na areia
As suas mágoas formam uma teia
Entranhada nos confins da sua mente
Falta-lhe a voz para dizer o que sente
Noites de horror na sua pele queimada
Leves suspiros de uma alma assombrada
Sombras de morte escondem-se na rua
A sua face iluminava a lua
Foge do medo, foge da dor
Falta a alegria, falta o amor
Caí no chão de uma casa trancada
Algures, no tempo, uma luz apagada
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
4:27 PM
1 pensamento(s) profundo(s)



