Poeira dourada que se desfaz no ar
Cintila suavemente no céu estrelado.
E no momento mais oportuno para sonhar,
Tudo se perde neste mundo estilhaçado.
Tão inexplicável e profunda a solidão
Que não caberia neste ínfimo verso.
Eu mostro-te...Dá-me a tua mão
E caminhemos até ao fim do universo.
Estrelas cadentes doces e luminosas
Perdem o brilho através da queda.
As forças da natureza mais poderosas
São tão delicadamente frágeis como seda.
Mas o movimento nasce da apatia
E a luz sustém-se através da escuridão.
Pois o universo inteiro é apenas ironia
E não existe alegria sem haver solidão...
Friday, March 20, 2009
No fim do universo...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
3:28 PM
7
pensamento(s) profundo(s)
Tuesday, March 18, 2008
Questões...
Nenúfares, na mais branca paz
Cobrem um lago de solidão
Se tudo a melancolia desfaz
Poderá ainda alguém dar-me a mão?
Será a vida doce analogia
Num mundo repleto de solidão?
Existirá ainda a magia
Que une os pedaços do coração?
As almas são o mais frágil cristal
E partem-se com o mais dócil sopro de vento
Tristemente se escondem perante o mal
Dançando entre sombras de desalento
Poderá ainda alguém afogar
Este, tão desdenhoso, sofrimento?
Se a ignorância corrompe o ar
Conhecerá ainda alguém o sentimento?
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
3:20 PM
4
pensamento(s) profundo(s)
Wednesday, January 16, 2008
Em delírio...
Não sabes quem és, onde estás
Deixaste o mundo para trás
Só vives nesse único delírio
Que se esvanece em martírio
Numa pura ausência de compreensão
Invocas o nome da Solidão
Tornando-se claro como água
A existência do teu mundo de mágoa
Mas continuarás, então
A apodrecer na escuridão
Enquanto a vida reluz?
Será que não acreditas na alegria?
Ou talvez tudo o que antes existia
No teu desespero, não mais seduz...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:37 AM
7
pensamento(s) profundo(s)
Sunday, November 18, 2007
Melancolia...
Mas, quem és tu, melancolia?
Doce, frágil e enregelada
Eras a que tudo compreendia
Eras a feliz e a amada
Aterrorizada, triste apatia
Perdeu o amor, não tem mais nada
Enterrada nesta terra fria
Assim caiu ela, desamparada
Enquanto o ingénuo mundo se ria
Da pobre criança, desesperada
O riso, ao longe, se partia
Ninguém mais foi feliz, pois ela chorava
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:58 AM
2
pensamento(s) profundo(s)



