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Friday, February 6, 2009

Soneto de Angústia

Cicatrizes desenhadas a lápis de carvão
Aguarelas de cristal pintam a melancolia
Num canto, em tons de azul, a solidão
Mas nem um frágil vestígio de alegria

A ampulheta de uma vida de suplício
Arde nas chamas da nocturna apatia
Enquanto estilhaços de fogo de artifício
Apagam as velas de uma primavera fria

O cântico suave de mágoas adormecidas
Arrepia as raízes de uma planta magoada
E ingénuas melodias de pessoas perdidas
Vêm tocar neste ligeiro pedaço de nada

"O que desenhas tu, tão docemente?"
"O coração espelhado de uma alma inocente"



Thursday, September 11, 2008

Solidão

Quando as palavras consomem o momento
E, hesitando, percorre o sentimento
Um caminho de profunda apatia
Triste fortuna, trágica agonia

O dia parece não acabar
O corpo já só sabe respirar
A alma partiu para outra vida
Demasiada mágoa sentida

Se pudesse fechar a alma ao sofrimento
E esquecer o fatal pensamento
Que suavemente desfaz o coração...
Pura e inigualável solidão

Seria talvez mais feliz
Por não saber o que disse ou fiz?
Será a ingenuidade a salvação?
Ou mais um estilhaço de destruição...

Thursday, November 29, 2007

Apatia outonal...

Folhas que perdem a vida, ao cair
Pálidos tons de amarelo, a fugir
E um vazio, que se esconde na escuridão
Lentamente, apoderando-se do teu coração

Faces brancas, marcadas pelo sal
Um triste nada, no frio outonal
Chorar a vida, até nada mais restar
Deixando a alma, que se irá evaporar

Como um fantasma, como vidro partido
Gemendo suavemente pelo coração ferido
Doce apatia, nada és, tudo desfazes
Que desalento infernizado é o que trazes...


Sunday, November 18, 2007

Melancolia...

Mas, quem és tu, melancolia?
Doce, frágil e enregelada
Eras a que tudo compreendia
Eras a feliz e a amada

Aterrorizada, triste apatia
Perdeu o amor, não tem mais nada
Enterrada nesta terra fria
Assim caiu ela, desamparada

Enquanto o ingénuo mundo se ria
Da pobre criança, desesperada
O riso, ao longe, se partia
Ninguém mais foi feliz, pois ela chorava