Era uma vez um castelo
Tuesday, October 26, 2010
Histórias...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
4:44 AM
3
pensamento(s) profundo(s)
Friday, February 6, 2009
Soneto de Angústia
Cicatrizes desenhadas a lápis de carvão
Aguarelas de cristal pintam a melancolia
Num canto, em tons de azul, a solidão
Mas nem um frágil vestígio de alegria
A ampulheta de uma vida de suplício
Arde nas chamas da nocturna apatia
Enquanto estilhaços de fogo de artifício
Apagam as velas de uma primavera fria
O cântico suave de mágoas adormecidas
Arrepia as raízes de uma planta magoada
E ingénuas melodias de pessoas perdidas
Vêm tocar neste ligeiro pedaço de nada
"O que desenhas tu, tão docemente?"
"O coração espelhado de uma alma inocente"
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:18 AM
6
pensamento(s) profundo(s)
Sunday, February 1, 2009
O amor é indescritível...
A sua alma foi levada pelo vento
O seu corpo foi consumido pela esperança
E enquanto a indiferença oculta o desalento
Esconde o coração num sonho de criança
É uma rosa, cujas pétalas já caíram
É uma nuvem, que a terra quer alcançar
Os seus sonhos, demasiado frágeis, ruíram
É uma batalha perdida antes de começar
Tal como a luz se estilhaça na escuridão
E a suave alegria acaba por se perder
Assim se esconde a glória na solidão
Enquanto eu anseio por esse delicado ser
Se pudesse criar os seus sonhos perdidos
Daria a vida e a alma, sem nunca hesitar
Enquanto partilhamos corações partidos
Te prometo que sempre te irei amar
* depois de muito tempo sem escrever, saíu-me mais um poema... um dia antes do meu exame de alemão...
presumo que seja a ironia do destino... :) *
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
2:06 PM
5
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, September 11, 2008
Solidão
Quando as palavras consomem o momento
E, hesitando, percorre o sentimento
Um caminho de profunda apatia
Triste fortuna, trágica agonia
O dia parece não acabar
O corpo já só sabe respirar
A alma partiu para outra vida
Demasiada mágoa sentida
Se pudesse fechar a alma ao sofrimento
E esquecer o fatal pensamento
Que suavemente desfaz o coração...
Pura e inigualável solidão
Seria talvez mais feliz
Por não saber o que disse ou fiz?
Será a ingenuidade a salvação?
Ou mais um estilhaço de destruição...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:25 AM
20
pensamento(s) profundo(s)
Tuesday, March 18, 2008
Questões...
Nenúfares, na mais branca paz
Cobrem um lago de solidão
Se tudo a melancolia desfaz
Poderá ainda alguém dar-me a mão?
Será a vida doce analogia
Num mundo repleto de solidão?
Existirá ainda a magia
Que une os pedaços do coração?
As almas são o mais frágil cristal
E partem-se com o mais dócil sopro de vento
Tristemente se escondem perante o mal
Dançando entre sombras de desalento
Poderá ainda alguém afogar
Este, tão desdenhoso, sofrimento?
Se a ignorância corrompe o ar
Conhecerá ainda alguém o sentimento?
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
3:20 PM
5
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, February 14, 2008
Fatal dia de S. Valentim...
O sol esconde-se em luto fatal
A lua chora lágrimas de sal
O vento mal sopra, quase sem vida
Só a natureza vê a mágoa sentida
Pois agora chegou a altura
Mais um corpo encontrou a sepultura
Num dia tão belo, tão cheio de amor
Todos ignoram a derradeira dor
Mas também foi esse amor que me levou
Ensinou-me a voar e as asas me cortou
Trancou-me no inferno, depois de me levar ao céu
Ninguém saberá, tudo esconde o meu véu
Perdi tudo, nem sei quem sou
Ofereci a alma a quem me matou
Mas ainda vive o meu amor por ti
A emoção perdura, só eu é que morri...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
12:41 PM
5
pensamento(s) profundo(s)
Monday, February 4, 2008
Sem ela, tudo se perdeu...
Presa num mundo ao qual nunca pertenci
Pergunto a mim própria o que faço aqui
O meu coração é agora teu
E, sem ele, a minha alma pereceu
A vida escorre pela minha pele fria
Apagando toda a dor que sentia
Eras a única luz do meu ser
E, sem ela, não quis mais viver
Branca, gelada, enfrentei a morte
Assim se esvaneceu a tua sorte
Eu caí, sem vida, aos teus pés
E, sem mim, tu nada és
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:27 AM
13
pensamento(s) profundo(s)
Wednesday, January 16, 2008
Em delírio...
Não sabes quem és, onde estás
Deixaste o mundo para trás
Só vives nesse único delírio
Que se esvanece em martírio
Numa pura ausência de compreensão
Invocas o nome da Solidão
Tornando-se claro como água
A existência do teu mundo de mágoa
Mas continuarás, então
A apodrecer na escuridão
Enquanto a vida reluz?
Será que não acreditas na alegria?
Ou talvez tudo o que antes existia
No teu desespero, não mais seduz...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:37 AM
10
pensamento(s) profundo(s)
Tuesday, January 8, 2008
Levam-te a alma...
O aroma a sangue perturba o ar
Nos cantos, esconde-se a solidão
Se ousares mais do que respirar
Também te leva a escuridão
Doce inocência, que tudo revelas
Levam-te a alma, levam a tua essência
E, por arte de sombrias velas
Se mostra inútil a tua existência
Cânticos de morte são trazidos pelo vento
Chora a Terra, pela filha que perdeu
E enquanto rodopia o desalento
O doce torna-se amargo, pelo mundo que sofreu
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
10:25 AM
2
pensamento(s) profundo(s)
Sunday, January 6, 2008
Só a ti...
Na tua crua ausência, desespera
A pura escuridão e o raio de luz
Tal como eu, todo o mundo espera
Por aquele, cujo olhar seduz
Rasga esse véu de desalento
Que cobre um coração inocente
Desfaz o ínfimo sofrimento
Que me fragilizou, de repente
E, ao libertar a ingenuidade
Esvaeceu-se a tristeza que senti
A minha alma, repleta de sinceridade
Pode dizer que só te amo a ti
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
12:04 PM
6
pensamento(s) profundo(s)
Tuesday, December 25, 2007
Sonhos...
Vive
Numa dança rodopiante
Num sonho distante
Pois quem sonha, sobrevive
Esquece
O arrepiante desalento
Aquele inútil sentimento
Enquanto a tristeza adormece
Continua
Na tua existência irreal
Pois a realidade é fatal
E os sonhos brincam à luz da lua
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E um feliz natal para todos... =)
Com muitos sonhos e poucas realidades...hehehe
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:31 AM
5
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, November 29, 2007
Apatia outonal...
Folhas que perdem a vida, ao cair
Pálidos tons de amarelo, a fugir
E um vazio, que se esconde na escuridão
Lentamente, apoderando-se do teu coração
Faces brancas, marcadas pelo sal
Um triste nada, no frio outonal
Chorar a vida, até nada mais restar
Deixando a alma, que se irá evaporar
Como um fantasma, como vidro partido
Gemendo suavemente pelo coração ferido
Doce apatia, nada és, tudo desfazes
Que desalento infernizado é o que trazes...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:10 AM
4
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, November 22, 2007
Fórmulas sádicas
(dedicada à minha aula de matemática...xD)
Era uma sala infeliz, empoeirada
Cheia de vidas, perdidas no tempo
Presas numa rede desesperada
Crua melancolia, desalento
Uma armada de fórmulas escondidas
Quebrava a luz, quase inexistente
Jovens, frágeis almas, já perdidas
Tudo era triste, tudo era inconsistente
São poucos os que conseguem compreender
O sentido deste lugar, a razão
Procura-se, embora, sobreviver
Entre raiva, desapontamento e solidão
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:20 AM
3
pensamento(s) profundo(s)



