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Tuesday, October 26, 2010

Histórias...

Era uma vez um castelo

em chamas.
Uma torrente de risos
queimados.
Um mortiço olhar de
despeito.
Vida.

Era um dia pálido e cinzento.
Eu contei até três e
saltei
de novo
para o abismo.

Mais uma vez.
Não podes.
Não paras a dor que atravessa o teu corpo,
lâmina prateada, silvando de horror.

Conta-me uma história,
uma história que não exista.
Quero fingir que sou outra e que
a vida que levo
afinal não é minha.

Eu não sou
completa.
Ser homogéneo e
inteiro.
Eu subsisto em vão.

Por uma vez, assume que não és pessoa!

Friday, February 6, 2009

Soneto de Angústia

Cicatrizes desenhadas a lápis de carvão
Aguarelas de cristal pintam a melancolia
Num canto, em tons de azul, a solidão
Mas nem um frágil vestígio de alegria

A ampulheta de uma vida de suplício
Arde nas chamas da nocturna apatia
Enquanto estilhaços de fogo de artifício
Apagam as velas de uma primavera fria

O cântico suave de mágoas adormecidas
Arrepia as raízes de uma planta magoada
E ingénuas melodias de pessoas perdidas
Vêm tocar neste ligeiro pedaço de nada

"O que desenhas tu, tão docemente?"
"O coração espelhado de uma alma inocente"



Sunday, February 1, 2009

O amor é indescritível...

A sua alma foi levada pelo vento
O seu corpo foi consumido pela esperança
E enquanto a indiferença oculta o desalento
Esconde o coração num sonho de criança

É uma rosa, cujas pétalas já caíram
É uma nuvem, que a terra quer alcançar
Os seus sonhos, demasiado frágeis, ruíram
É uma batalha perdida antes de começar

Tal como a luz se estilhaça na escuridão
E a suave alegria acaba por se perder
Assim se esconde a glória na solidão
Enquanto eu anseio por esse delicado ser

Se pudesse criar os seus sonhos perdidos
Daria a vida e a alma, sem nunca hesitar
Enquanto partilhamos corações partidos
Te prometo que sempre te irei amar

* depois de muito tempo sem escrever, saíu-me mais um poema... um dia antes do meu exame de alemão...
presumo que seja a ironia do destino... :) *

Thursday, September 11, 2008

Solidão

Quando as palavras consomem o momento
E, hesitando, percorre o sentimento
Um caminho de profunda apatia
Triste fortuna, trágica agonia

O dia parece não acabar
O corpo já só sabe respirar
A alma partiu para outra vida
Demasiada mágoa sentida

Se pudesse fechar a alma ao sofrimento
E esquecer o fatal pensamento
Que suavemente desfaz o coração...
Pura e inigualável solidão

Seria talvez mais feliz
Por não saber o que disse ou fiz?
Será a ingenuidade a salvação?
Ou mais um estilhaço de destruição...

Tuesday, March 18, 2008

Questões...

Nenúfares, na mais branca paz
Cobrem um lago de solidão
Se tudo a melancolia desfaz
Poderá ainda alguém dar-me a mão?

Será a vida doce analogia
Num mundo repleto de solidão?
Existirá ainda a magia
Que une os pedaços do coração?

As almas são o mais frágil cristal
E partem-se com o mais dócil sopro de vento
Tristemente se escondem perante o mal
Dançando entre sombras de desalento

Poderá ainda alguém afogar
Este, tão desdenhoso, sofrimento?
Se a ignorância corrompe o ar
Conhecerá ainda alguém o sentimento?

Thursday, February 14, 2008

Fatal dia de S. Valentim...

O sol esconde-se em luto fatal
A lua chora lágrimas de sal
O vento mal sopra, quase sem vida
Só a natureza vê a mágoa sentida

Pois agora chegou a altura
Mais um corpo encontrou a sepultura
Num dia tão belo, tão cheio de amor
Todos ignoram a derradeira dor

Mas também foi esse amor que me levou
Ensinou-me a voar e as asas me cortou
Trancou-me no inferno, depois de me levar ao céu
Ninguém saberá, tudo esconde o meu véu


Perdi tudo, nem sei quem sou
Ofereci a alma a quem me matou
Mas ainda vive o meu amor por ti
A emoção perdura, só eu é que morri...

Monday, February 4, 2008

Sem ela, tudo se perdeu...

Presa num mundo ao qual nunca pertenci
Pergunto a mim própria o que faço aqui
O meu coração é agora teu
E, sem ele, a minha alma pereceu

A vida escorre pela minha pele fria
Apagando toda a dor que sentia
Eras a única luz do meu ser
E, sem ela, não quis mais viver

Branca, gelada, enfrentei a morte
Assim se esvaneceu a tua sorte
Eu caí, sem vida, aos teus pés
E, sem mim, tu nada és

Wednesday, January 16, 2008

Em delírio...

Não sabes quem és, onde estás
Deixaste o mundo para trás
Só vives nesse único delírio
Que se esvanece em martírio

Numa pura ausência de compreensão
Invocas o nome da Solidão
Tornando-se claro como água
A existência do teu mundo de mágoa

Mas continuarás, então
A apodrecer na escuridão
Enquanto a vida reluz?

Será que não acreditas na alegria?
Ou talvez tudo o que antes existia
No teu desespero, não mais seduz...

Tuesday, January 8, 2008

Levam-te a alma...

O aroma a sangue perturba o ar
Nos cantos, esconde-se a solidão
Se ousares mais do que respirar
Também te leva a escuridão

Doce inocência, que tudo revelas
Levam-te a alma, levam a tua essência
E, por arte de sombrias velas
Se mostra inútil a tua existência

Cânticos de morte são trazidos pelo vento
Chora a Terra, pela filha que perdeu
E enquanto rodopia o desalento
O doce torna-se amargo, pelo mundo que sofreu

Sunday, January 6, 2008

Só a ti...

Na tua crua ausência, desespera
A pura escuridão e o raio de luz
Tal como eu, todo o mundo espera
Por aquele, cujo olhar seduz

Rasga esse véu de desalento
Que cobre um coração inocente
Desfaz o ínfimo sofrimento
Que me fragilizou, de repente

E, ao libertar a ingenuidade
Esvaeceu-se a tristeza que senti
A minha alma, repleta de sinceridade
Pode dizer que só te amo a ti

Tuesday, December 25, 2007

Sonhos...

Vive
Numa dança rodopiante
Num sonho distante
Pois quem sonha, sobrevive

Esquece
O arrepiante desalento
Aquele inútil sentimento
Enquanto a tristeza adormece

Continua
Na tua existência irreal
Pois a realidade é fatal
E os sonhos brincam à luz da lua

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E um feliz natal para todos... =)
Com muitos sonhos e poucas realidades...hehehe

Thursday, November 29, 2007

Apatia outonal...

Folhas que perdem a vida, ao cair
Pálidos tons de amarelo, a fugir
E um vazio, que se esconde na escuridão
Lentamente, apoderando-se do teu coração

Faces brancas, marcadas pelo sal
Um triste nada, no frio outonal
Chorar a vida, até nada mais restar
Deixando a alma, que se irá evaporar

Como um fantasma, como vidro partido
Gemendo suavemente pelo coração ferido
Doce apatia, nada és, tudo desfazes
Que desalento infernizado é o que trazes...


Thursday, November 22, 2007

Fórmulas sádicas

(dedicada à minha aula de matemática...xD)

Era uma sala infeliz, empoeirada
Cheia de vidas, perdidas no tempo
Presas numa rede desesperada
Crua melancolia, desalento

Uma armada de fórmulas escondidas
Quebrava a luz, quase inexistente
Jovens, frágeis almas, já perdidas
Tudo era triste, tudo era inconsistente

São poucos os que conseguem compreender
O sentido deste lugar, a razão
Procura-se, embora, sobreviver
Entre raiva, desapontamento e solidão