Friday, June 15, 2007

Não a condenes...

Mas será que não tens consciência
Da alma que estás a destruir?
Procura a razão da sua existência
A falsidade, quando a vês sorrir

Vê o vento negro da esperança
A água que entristece o seu olhar
Olha nos olhos, a, que, em criança
Abraçou a faca para se matar

Falhou, e, triste, desistiu
Ao ver que nem morrer conseguia
Deixou sangrar a alma e caíu
Mas, com falsidade, ainda sorria

Não destruas a mente já quebrada
Não condenes à morte esta criança
Abraça a sua pele, já cortada
Em vez de a apunhalar, com essa lança

Desfeita com a ilusão do amor
Por te ter entregue o coração
Poupai-lhe essa ameaçadora dor
Não condenes a alma à solidão