Folhas que perdem a vida, ao cair
Pálidos tons de amarelo, a fugir
E um vazio, que se esconde na escuridão
Lentamente, apoderando-se do teu coração
Faces brancas, marcadas pelo sal
Um triste nada, no frio outonal
Chorar a vida, até nada mais restar
Deixando a alma, que se irá evaporar
Como um fantasma, como vidro partido
Gemendo suavemente pelo coração ferido
Doce apatia, nada és, tudo desfazes
Que desalento infernizado é o que trazes...
Thursday, November 29, 2007
Apatia outonal...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:10 AM
2
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, November 22, 2007
A tua escuridão
Noite escura, o luar tremia
Nada se viu, ninguém viria
Arrepiada por um coração de gelo
Um grito na escuridão, começou o pesadelo
Perdida, sem poder acordar
A realidade, não podia tocar
Estilhaçada por amar demais
Deu-te tudo, não poderias querer mais
O sacrifício de uma vida por viver
Sem mais amar, respirar, compreender
A tua rosa, a tua escuridão
Que seja agora a tua maldição
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:31 AM
3
pensamento(s) profundo(s)
Fórmulas sádicas
(dedicada à minha aula de matemática...xD)
Era uma sala infeliz, empoeirada
Cheia de vidas, perdidas no tempo
Presas numa rede desesperada
Crua melancolia, desalento
Uma armada de fórmulas escondidas
Quebrava a luz, quase inexistente
Jovens, frágeis almas, já perdidas
Tudo era triste, tudo era inconsistente
São poucos os que conseguem compreender
O sentido deste lugar, a razão
Procura-se, embora, sobreviver
Entre raiva, desapontamento e solidão
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:20 AM
2
pensamento(s) profundo(s)
Sunday, November 18, 2007
Melancolia...
Mas, quem és tu, melancolia?
Doce, frágil e enregelada
Eras a que tudo compreendia
Eras a feliz e a amada
Aterrorizada, triste apatia
Perdeu o amor, não tem mais nada
Enterrada nesta terra fria
Assim caiu ela, desamparada
Enquanto o ingénuo mundo se ria
Da pobre criança, desesperada
O riso, ao longe, se partia
Ninguém mais foi feliz, pois ela chorava
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:58 AM
2
pensamento(s) profundo(s)
Wednesday, November 14, 2007
Estilhaços poéticos sobre a aceitação da morte
Mar de lágrimas de tristeza congelada
Luz que se esvaneceu na sua face rosada
Estilhaçar o sonho, a alegria de viver
A certeza ensanguentada de que está a morrer
Quanto sofri? Quanto sorri? Quanto chorei?
Quanto escrevi? Quanto vivi? Quanto amei?
Quanto me escondi nos confins da escuridão?
Quanto me ri da ironia da solidão?
Na vida, tudo se perde, tudo se chora
Quem se ama, o que se quer, onde se mora
Será o fim acabar a alegria ou a dor?
Porque morres tu? Eu morro por amor...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:10 AM
2
pensamento(s) profundo(s)