Ela era um anjo, pintada de dourado
Numa caixa de esperança, o seu coração guardado
Num mar de felicidade, a sua alma reluzia
Com todo o amor do mundo, ela sorria
Até que, um dia, te entregou o coração
Até que a sua alma tremeu de paixão
Até que lhe arrancaste todo o sentimento
A sua sanidade só durou um momento
As suas vestes e faces cobriram-se de escuridão
A sua frágil alma encheu-se de solidão
A sua mente estilhaçou-se, perdida
Ela não está morta, mas perdeu a vida
Ela foi um anjo, o seu olhar brilhou
O seu coração sorriu, a sua alma sonhou
Agora é depressão e do mundo se escondeu
Ela era um anjo e esse anjo era eu
Friday, September 28, 2007
Anjo perdido
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
8:53 AM
3
pensamento(s) profundo(s)
Monday, September 24, 2007
Tudo em nome do amor...
Quando a questionei sobre o amor
O seu olhar brilhou com tal ardor
Que tremi, de mágoa e sofrimento
Enquanto amaldiçoava o sentimento
Como um fantasma, tinha perdido a sua luz
Aprisionada na fantasia que seduz
Até a mais cínica inclemência
Castigando a alma pela imprudência
Contou-me assim como a alma escureceu
Como o corpo, na escuridão se esvaneceu
Qual choro de solidão, pelo amado esquecida
Assim, percebi eu, tinha perdido a vida
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:36 AM
2
pensamento(s) profundo(s)
Monday, September 17, 2007
A tempestade
A noite chorava de amor perdido
O céu escondia-se, esquecido
Por entre o suave brilho do luar
Os sonhos mal podiam respirar
Transformou-se em fúria, a tristeza
Reclamou-se a perdida beleza
Transformou-se em dor, a mágoa
E o que caiu do céu já não era água
Raios desfizeram a futilidade ignorante
E assim voltou o sentimento distante
Que dava pelo nome de saudade
Sem saber, todos amámos a tempestade
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:46 AM
2
pensamento(s) profundo(s)
A súplica
Pensei nunca voltar a ver a luz do dia
Quando vi outra nos teus braços
O meu coração desmaia de agonia
Enquanto os meus olhos ficam baços
Dentro de mim, já só existe um vazio
Um buraco negro nesse teu universo
Enquanto de mim se apodera o frio
Deixo-te estas simples palavras em verso
Agora só te peço que acabes comigo
Enquanto o orgulho me impede de chorar
Não aguentarei vê-la contigo
Lentamente, já me estás a matar
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:37 AM
3
pensamento(s) profundo(s)
Tuesday, September 11, 2007
A esperança
Emotiva canção no sonho de alguém
Escondida, perdida ou ignorada
Segundo ela própria, não é ninguém
Segundo o mundo, ela não é nada
Mas os seus olhos brilhavam de vida
Ela era a esperança, na sua forma mais bela
Mas até a esperança podia ser esquecida
E aprisionada na mais profunda cela
Choravam os pobres e os oprimidos
Pela esperança que já não existia
Gritavam os sonhadores perdidos
Pela esperança que agora morria
Eu viverei enquanto de mim se lembrarem
Sorriu a esperança, com eterna calma
A esperança viverá naqueles que sonharem
Perdeu-se o corpo, mas resta a alma
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
12:10 PM
2
pensamento(s) profundo(s)
Monday, September 10, 2007
Agora sou tua...
Qual flor murcha, fizeste-me desaparecer
Nas trevas, eu me irei esvanecer
Quebraste as barreiras, escondendo saudade
E, um dia, me trouxeste à realidade
Eu era uma alma frágil sem lugar para onde ir
Ocultaste as mágoas, fizeste-me sorrir
Agora sou tua, mas quem sou eu?
O corpo vazio de uma alma que morreu
A realidade é um prédio cruel
Com janelas de mármore e chão de papel
Agora sou tua, derramando o sangue pelo chão
Cicatrizes de um sonho que nasceu em vão
Agora engano-te quando sorrio
A minha alma perdeu-se num refúgio frio
Agora sou a tua doce amada
Agora sou tua, mas não sou mais nada
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:49 AM
1 pensamento(s) profundo(s)
Thursday, September 6, 2007
Escondem-se os poetas...
Lágrimas de poetas escondidos
Lembranças de sonhadores incompreendidos
O sabor a maresia perdido no ar
O amor à poesia, uma canção de embalar
As mágoas encerradas em palavras por perceber
O frágil desejo de desaparecer
Uma vida que o lápis desenhou
Um único sorriso que congelou
Enquanto o poeta conduz a dança
Afogam-se os tristes no mar da esperança
Escondem-se os traumas na terra fria
Rejeita-se o amor, esquece-se a poesia
Um dia, também eu serei esquecida
E, como Atlândida, estarei desaparecida
Um dia, se perderá o fogo do amor
Pois a sociedade a nada dá valor
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:36 AM
3
pensamento(s) profundo(s)
Saturday, September 1, 2007
A escuridão
Mágoas na alma e cinzas na solidão
Sombras infelizes que ocultam a escuridão
Porque a escuridão não pertence ao mundo
Porque a escuridão é algo mais profundo
A escuridão oculta tristeza e desejo de morrer
A escuridão pertence a quem nela irá desaparecer
A escuridão é doce, simples e pura
Enquanto tudo desaparece, a escuridão perdura
A escuridão é refúgio, a escuridão é o meu lar
A escuridão não questiona nem nunca há de julgar
A escuridão esconde o mais triste pensamento
A compreensão de que a vida é um tormento
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
1:16 PM
2
pensamento(s) profundo(s)