Doce, pura, querida ingenuidade
Tão incorrigível como sincera
Tocando ao de leve a liberdade
A sua bela alma por ele espera
Entre alegrias falsas e momentos
Que o amor quis oferecer, em vão
Dispersando infelizes pensamentos
De uma pálida, gelada solidão
Conheceria ele a noite estrelada
Que brilhava no juvenil amor perdido
Ao partir o coração da sua amada?
Ou será para sempre um desperdício?
Este desesperado anjo caído
Este intemporal e submisso sacrifício
Monday, December 10, 2007
Amor submisso...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
12:26 PM
9
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, November 29, 2007
Apatia outonal...
Folhas que perdem a vida, ao cair
Pálidos tons de amarelo, a fugir
E um vazio, que se esconde na escuridão
Lentamente, apoderando-se do teu coração
Faces brancas, marcadas pelo sal
Um triste nada, no frio outonal
Chorar a vida, até nada mais restar
Deixando a alma, que se irá evaporar
Como um fantasma, como vidro partido
Gemendo suavemente pelo coração ferido
Doce apatia, nada és, tudo desfazes
Que desalento infernizado é o que trazes...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:10 AM
4
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, November 22, 2007
A tua escuridão
Noite escura, o luar tremia
Nada se viu, ninguém viria
Arrepiada por um coração de gelo
Um grito na escuridão, começou o pesadelo
Perdida, sem poder acordar
A realidade, não podia tocar
Estilhaçada por amar demais
Deu-te tudo, não poderias querer mais
O sacrifício de uma vida por viver
Sem mais amar, respirar, compreender
A tua rosa, a tua escuridão
Que seja agora a tua maldição
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:31 AM
5
pensamento(s) profundo(s)
Fórmulas sádicas
(dedicada à minha aula de matemática...xD)
Era uma sala infeliz, empoeirada
Cheia de vidas, perdidas no tempo
Presas numa rede desesperada
Crua melancolia, desalento
Uma armada de fórmulas escondidas
Quebrava a luz, quase inexistente
Jovens, frágeis almas, já perdidas
Tudo era triste, tudo era inconsistente
São poucos os que conseguem compreender
O sentido deste lugar, a razão
Procura-se, embora, sobreviver
Entre raiva, desapontamento e solidão
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:20 AM
3
pensamento(s) profundo(s)
Sunday, November 18, 2007
Melancolia...
Mas, quem és tu, melancolia?
Doce, frágil e enregelada
Eras a que tudo compreendia
Eras a feliz e a amada
Aterrorizada, triste apatia
Perdeu o amor, não tem mais nada
Enterrada nesta terra fria
Assim caiu ela, desamparada
Enquanto o ingénuo mundo se ria
Da pobre criança, desesperada
O riso, ao longe, se partia
Ninguém mais foi feliz, pois ela chorava
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:58 AM
4
pensamento(s) profundo(s)
Wednesday, November 14, 2007
Estilhaços poéticos sobre a aceitação da morte
Mar de lágrimas de tristeza congelada
Luz que se esvaneceu na sua face rosada
Estilhaçar o sonho, a alegria de viver
A certeza ensanguentada de que está a morrer
Quanto sofri? Quanto sorri? Quanto chorei?
Quanto escrevi? Quanto vivi? Quanto amei?
Quanto me escondi nos confins da escuridão?
Quanto me ri da ironia da solidão?
Na vida, tudo se perde, tudo se chora
Quem se ama, o que se quer, onde se mora
Será o fim acabar a alegria ou a dor?
Porque morres tu? Eu morro por amor...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:10 AM
3
pensamento(s) profundo(s)
Tuesday, October 2, 2007
Vida? Morte? Ou um pouco de ambas?
Terra repleta de almas soterradas
Jardim negro de lápides esbranquiçadas
Ouro sobre azul, em paz acaba a vida
O corpo junto à terra, a mágoa adormecida
Vivendo em dor, infelicidade e sofrimento
Porque não desejar outro, mais doce, sentimento?
Pelas minhas próprias mãos desfiz-me, morri
Esvaneceu-se a dor, mas tudo o resto perdi
A morte é o fogo e a vida é a chama
Quem não vive, não sonha, não ri, não ama
Trocar a dor pela solidão?
Talvez sim... Talvez não...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
9:20 AM
7
pensamento(s) profundo(s)
Monday, October 1, 2007
Notícias: Carpe diem?
Como se pode ver, pesquisando um pouco nos arquivos, escrevi, há alguns meses, a meio de uma aula de física, enquanto conversava com dois loucos colegas sobre temas deveras estranhos, um poema ao qual chamei "Carpe diem?"
(deixa-se o link para facilitar o trabalho:
http://fatalidades-da-literatura.blogspot.com/2007/06/carpe-diem.html )
acontece que esse perturbadoramente belo poema (não sou nada modesta, pois não?)
aparece agora num vídeo, realizado pelo conhecido realizador (e meu amigo) Miguel Cravo...
Embora o poema não tenha sido interpretado como eu esperava que fosse, tenho de admitir que me encanta a ideia de ver um poema meu num vídeo alheio...E que até fica bem...
É claro que gostava que vissem, por isso o deixo também por aqui...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
9:22 AM
2
pensamento(s) profundo(s)
Friday, September 28, 2007
Anjo perdido
Ela era um anjo, pintada de dourado
Numa caixa de esperança, o seu coração guardado
Num mar de felicidade, a sua alma reluzia
Com todo o amor do mundo, ela sorria
Até que, um dia, te entregou o coração
Até que a sua alma tremeu de paixão
Até que lhe arrancaste todo o sentimento
A sua sanidade só durou um momento
As suas vestes e faces cobriram-se de escuridão
A sua frágil alma encheu-se de solidão
A sua mente estilhaçou-se, perdida
Ela não está morta, mas perdeu a vida
Ela foi um anjo, o seu olhar brilhou
O seu coração sorriu, a sua alma sonhou
Agora é depressão e do mundo se escondeu
Ela era um anjo e esse anjo era eu
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
8:53 AM
4
pensamento(s) profundo(s)
Monday, September 24, 2007
Tudo em nome do amor...
Quando a questionei sobre o amor
O seu olhar brilhou com tal ardor
Que tremi, de mágoa e sofrimento
Enquanto amaldiçoava o sentimento
Como um fantasma, tinha perdido a sua luz
Aprisionada na fantasia que seduz
Até a mais cínica inclemência
Castigando a alma pela imprudência
Contou-me assim como a alma escureceu
Como o corpo, na escuridão se esvaneceu
Qual choro de solidão, pelo amado esquecida
Assim, percebi eu, tinha perdido a vida
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:36 AM
3
pensamento(s) profundo(s)
Monday, September 17, 2007
A tempestade
A noite chorava de amor perdido
O céu escondia-se, esquecido
Por entre o suave brilho do luar
Os sonhos mal podiam respirar
Transformou-se em fúria, a tristeza
Reclamou-se a perdida beleza
Transformou-se em dor, a mágoa
E o que caiu do céu já não era água
Raios desfizeram a futilidade ignorante
E assim voltou o sentimento distante
Que dava pelo nome de saudade
Sem saber, todos amámos a tempestade
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:46 AM
3
pensamento(s) profundo(s)
A súplica
Pensei nunca voltar a ver a luz do dia
Quando vi outra nos teus braços
O meu coração desmaia de agonia
Enquanto os meus olhos ficam baços
Dentro de mim, já só existe um vazio
Um buraco negro nesse teu universo
Enquanto de mim se apodera o frio
Deixo-te estas simples palavras em verso
Agora só te peço que acabes comigo
Enquanto o orgulho me impede de chorar
Não aguentarei vê-la contigo
Lentamente, já me estás a matar
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:37 AM
4
pensamento(s) profundo(s)
Tuesday, September 11, 2007
A esperança
Emotiva canção no sonho de alguém
Escondida, perdida ou ignorada
Segundo ela própria, não é ninguém
Segundo o mundo, ela não é nada
Mas os seus olhos brilhavam de vida
Ela era a esperança, na sua forma mais bela
Mas até a esperança podia ser esquecida
E aprisionada na mais profunda cela
Choravam os pobres e os oprimidos
Pela esperança que já não existia
Gritavam os sonhadores perdidos
Pela esperança que agora morria
Eu viverei enquanto de mim se lembrarem
Sorriu a esperança, com eterna calma
A esperança viverá naqueles que sonharem
Perdeu-se o corpo, mas resta a alma
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
12:10 PM
3
pensamento(s) profundo(s)
Monday, September 10, 2007
Agora sou tua...
Qual flor murcha, fizeste-me desaparecer
Nas trevas, eu me irei esvanecer
Quebraste as barreiras, escondendo saudade
E, um dia, me trouxeste à realidade
Eu era uma alma frágil sem lugar para onde ir
Ocultaste as mágoas, fizeste-me sorrir
Agora sou tua, mas quem sou eu?
O corpo vazio de uma alma que morreu
A realidade é um prédio cruel
Com janelas de mármore e chão de papel
Agora sou tua, derramando o sangue pelo chão
Cicatrizes de um sonho que nasceu em vão
Agora engano-te quando sorrio
A minha alma perdeu-se num refúgio frio
Agora sou a tua doce amada
Agora sou tua, mas não sou mais nada
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
11:49 AM
4
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, September 6, 2007
Escondem-se os poetas...
Lágrimas de poetas escondidos
Lembranças de sonhadores incompreendidos
O sabor a maresia perdido no ar
O amor à poesia, uma canção de embalar
As mágoas encerradas em palavras por perceber
O frágil desejo de desaparecer
Uma vida que o lápis desenhou
Um único sorriso que congelou
Enquanto o poeta conduz a dança
Afogam-se os tristes no mar da esperança
Escondem-se os traumas na terra fria
Rejeita-se o amor, esquece-se a poesia
Um dia, também eu serei esquecida
E, como Atlândida, estarei desaparecida
Um dia, se perderá o fogo do amor
Pois a sociedade a nada dá valor
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:36 AM
4
pensamento(s) profundo(s)
Saturday, September 1, 2007
A escuridão
Mágoas na alma e cinzas na solidão
Sombras infelizes que ocultam a escuridão
Porque a escuridão não pertence ao mundo
Porque a escuridão é algo mais profundo
A escuridão oculta tristeza e desejo de morrer
A escuridão pertence a quem nela irá desaparecer
A escuridão é doce, simples e pura
Enquanto tudo desaparece, a escuridão perdura
A escuridão é refúgio, a escuridão é o meu lar
A escuridão não questiona nem nunca há de julgar
A escuridão esconde o mais triste pensamento
A compreensão de que a vida é um tormento
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
1:16 PM
5
pensamento(s) profundo(s)
Friday, August 31, 2007
Rosa negra (auto-retrato)
Rosa negra como a depressão
Que haverá de afastar o mundo
Os meus espinhos são o sangue no chão
Se vier a morte, não esperarei um segundo
Rosa negra em busca de ternura
Rosa negra que só sente rejeição
Sou uma rosa à beira da loucura
Que se há de afogar na escuridão
Rosa negra levemente apaixonada
Rosa que sonha com um dia de alegria
Uma rosa que, nos teus braços, não é nada
Sem a noite vir, enquanto brilha o dia
Mas a rosa negra, um dia, será tua
Meu trágico e incompreendido amor
E quando o sol fugir e vier a lua
Lá estaremos os dois, lá se apaga a dor
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
10:06 PM
3
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, August 30, 2007
Tudo partiu...
Pálida, com a morte no olhar
Frágil, mal podia respirar
Doce, como a brisa matinal
Pura como o mais belo cristal
Triste, como lágrimas a cair
Distante, sem se atrever a sorrir
Ninguém a amou, ninguém a segurou
Ela tudo perdeu e tudo deixou
Um segundo e ela deixou de existir
Já não haveria razão para mentir
A sua doçura, em sangue se esvaiu
Ela era tudo, mas tudo partiu...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
5:48 AM
3
pensamento(s) profundo(s)
Monday, August 27, 2007
Sonho de luz e escuridão
A noite era bela e estrelada
De momento, não sabia mais nada
Esqueci o mundo, fixando o céu
Escondi-me no seu estrelado véu
Por um segundo, ninguém mais chorou
Diria até que o tempo parou
E eu pairava, adormecida
À luz de uma lua já esquecida
Quando voltei a ver o que é real
E senti, dentro de mim, o mesmo mal
Desprezei tudo o que era terreno
E desejei, de novo, o céu sereno
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:35 AM
3
pensamento(s) profundo(s)
Donzela de um rio de mágoas
Numa noite fria, à luz da lua
Foi quando encontraste uma alma nua
Que chorava, por temor à solidão
E se enterrava na pura escuridão
Enfeitiçado pela doçura do seu olhar
Procuraste, à cautela, te aproximar
Olhaste o sangue que se misturava com a água
E fugiste da donzela e da sua mágoa
Água do rio que o seu sangue levou
E, com ele, os seus sonhos roubou
Deixou a adulta, que ainda era criança
Deixando espaço para uma última dança
A frágil jovem, por fim, cedeu
E nestas águas permaneceu
Demasiado doce para fugir
A quem a torturou para se divertir
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:30 AM
4
pensamento(s) profundo(s)



