Numa noite fria, à luz da lua
Foi quando encontraste uma alma nua
Que chorava, por temor à solidão
E se enterrava na pura escuridão
Enfeitiçado pela doçura do seu olhar
Procuraste, à cautela, te aproximar
Olhaste o sangue que se misturava com a água
E fugiste da donzela e da sua mágoa
Água do rio que o seu sangue levou
E, com ele, os seus sonhos roubou
Deixou a adulta, que ainda era criança
Deixando espaço para uma última dança
A frágil jovem, por fim, cedeu
E nestas águas permaneceu
Demasiado doce para fugir
A quem a torturou para se divertir
Monday, August 27, 2007
Donzela de um rio de mágoas
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:30 AM
4
pensamento(s) profundo(s)
Sunday, August 26, 2007
Se...
Se...
Se tristeza fosse só nome de canção
Se as lágrimas fossem só água a cair
Se não houvesse mágoa na solidão
Se não tivesse por que fugir
Se não houvesse trauma na minha mente
Se não houvesse sangue na minha faca
Se tudo se resumisse ao sol poente
Se a vida não fosse tão fraca
Se não houvesse ira nem agonia
Se o meu coração não fosse de cristal
Talvez houvesse sonho na maresia
Talvez eu fosse uma pessoa normal
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
8:40 AM
0
pensamento(s) profundo(s)
Monday, July 2, 2007
Pensamentos quebrados...
Sol
Poente
Um frio de gelo
Que me quebra a mente
Noite
De luz
Dança das trevas
Fragilmente me seduz
Caio de novo
Na escuridão
Cruel mundo de solidão
Perdida na triste memória
É o costume, a velha história
Aceitando a flor de papel
Que em breve me rasgaria a pele
Apaixonada pela loucura
Breve desejo de ternura
Eclipsou-se num só momento
Recordações de sofrimento
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:04 PM
4
pensamento(s) profundo(s)
Thursday, June 21, 2007
Carpe diem?
O tempo é frágil e o dia é perdido
Ao longo dos anos, reina a escuridão
Tormento, tristeza, mágoa, solidão
Porque apenas se dá importância ao dia
Rotina nas acções e trevas na alma
Nestes trágicos dias, que há para aproveitar
Há os que até se quiseram matar
Pois só há paz no vento nocturno
Desprezai a luz e o rumor diurno
A noite ilumina as raízes da filosofia
As estrelas honradas pela poesia
Carpe diem? Nunca! Carpe noctem
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
4:31 PM
1 pensamento(s) profundo(s)
A fuga
Foge da esperança sem pensar
Tão triste que mal pode respirar
Gritos ecoam no seu coração
Oceanos de raiva e de solidão
Lágrimas de medo caem na areia
As suas mágoas formam uma teia
Entranhada nos confins da sua mente
Falta-lhe a voz para dizer o que sente
Noites de horror na sua pele queimada
Leves suspiros de uma alma assombrada
Sombras de morte escondem-se na rua
A sua face iluminava a lua
Foge do medo, foge da dor
Falta a alegria, falta o amor
Caí no chão de uma casa trancada
Algures, no tempo, uma luz apagada
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
4:27 PM
1 pensamento(s) profundo(s)
Saturday, June 16, 2007
Canção de embalar das trevas
Sonho de uma triste canção de embalar
De olhos fechados, não te vais magoar
Dorme em paz, pequena criança
Sangra o corpo, sangra a esperança
Amaldiçoada, essa tua tristeza
A cor do teu sangue tem tanta beleza
No mundo das trevas, o teu coração
No mundo dos sonhos, não há solidão
O fogo na alma, um beijo de paz
Larga a tua faca, se ainda és capaz
Cobre as veias com um véu de amor
No final, só restam marcas e dor
Dorme em paz, com a noite a proteger
Dorme, ingénua, não há nada a saber
Ignorância é a mãe da felicidade
Sem conhecimento, não haverá maldade
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
4:03 PM
1 pensamento(s) profundo(s)
Friday, June 15, 2007
Não a condenes...
Mas será que não tens consciência
Da alma que estás a destruir?
Procura a razão da sua existência
A falsidade, quando a vês sorrir
Vê o vento negro da esperança
A água que entristece o seu olhar
Olha nos olhos, a, que, em criança
Abraçou a faca para se matar
Falhou, e, triste, desistiu
Ao ver que nem morrer conseguia
Deixou sangrar a alma e caíu
Mas, com falsidade, ainda sorria
Não destruas a mente já quebrada
Não condenes à morte esta criança
Abraça a sua pele, já cortada
Em vez de a apunhalar, com essa lança
Desfeita com a ilusão do amor
Por te ter entregue o coração
Poupai-lhe essa ameaçadora dor
Não condenes a alma à solidão
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
3:19 PM
3
pensamento(s) profundo(s)
Tuesday, June 12, 2007
Quem é ela?
O seu sangue escorre pelo chão
O seu mundo suspira solidão
A sua alma é uma vela apagada
A sua vida é tudo e não é nada
Quem é ela, que sofre de depressão?
Quem é ela, que morre na escuridão?
É um pesadelo, para vós e para mim
Que pode ela, se a sua vida é assim?
Ela é o céu, a terra e o ar
Ela é fogo, desejo de sonhar
Cabelos negros que voam ao vento
Ela é paixão, é sentimento
Ela é doce e frágil, nunca forte
Ela é a própria encarnação da morte
Ela é a noite e a filosofia
Ela é o que resta da poesia
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
3:19 PM
4
pensamento(s) profundo(s)
A recusa
Cortai as amarras da paixão
Deixai de ouvir a voz do sentimento
O mundo é só lógica e razão
Deixou de haver lugar para o sofrimento
Estilhaçada a mente pela poesia
Perdido o olhar negro da memória
Viverá então o mundo em alegria
Enquanto ela se perde nas trevas da história
Recuso este destino cruel
Recuso a tua poética alma
As cicatrizes que tu tens na pele
A tua face, sempre triste, nunca calma
Pois porque tu já estás perdida
Enquanto eu ainda me posso encontrar
Pois porque queres pôr fim à tua vida
A tua alma, eu terei de recusar
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
3:11 PM
1 pensamento(s) profundo(s)
Monday, June 11, 2007
O que escrevo eu?
O que escrevo eu, senão loucura?
Amor perdido, ausência de ternura
Escrevo doces sonetos de sofrimento
Escrevo por paixão, não por talento
Escrevo lágrimas dos que choram em vão
Escrevo trevas, tristeza e solidão
Escrevo o breve sussuro da maré
Escrevo enquanto vou perdendo a fé
Pois embora eu tenha um futuro incerto
É apenas a escrever que eu liberto
As mágoas da alma e do coração
A escrita é a luz que afasta a escuridão
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:31 PM
1 pensamento(s) profundo(s)
Tortura intemporal
Tortura intemporal (dedicado à minha "maravilhosa" aula de françês e ao respectivo professor...)
Sonhos amordaçados em mentes dispersas
Posições estáticas, expressões diversas
Palavras torturando, absinto ou veneno
Folhas esvoaçando, um olhar sereno
Pura inclemência, o passar do tempo
Triste martírio, falta de talento
Sorrisos ficam lá fora, não há felicidade
Não há desejo ou empenho, só falta de vontade
Horas de sofrimento, sente-se a raiva crescente
Uma insistente rotina para desgastar a mente
Abrindo a porta trancada, deixai entrar o ar
Com o toque do sino, tudo se há de acabar
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:25 PM
2
pensamento(s) profundo(s)
Será por ti...
Esquece.
És capaz?
De o deixar para trás
como uma memória esquecida?
Não.
Pois assim é a vida.
Não o esqueço, assim o quero
E nada mais é sincero.
Mas este desejo vai-me custar
Tudo aquilo que me fazia continuar
E se perder, se parar
Se deixar de respirar...
Será por ti.
Só por ti.
Pois mesmo não sendo feliz,
Foi o que a minha alma quis.
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
5:57 PM
1 pensamento(s) profundo(s)
Manhã de setembro
Manhã de setembro
Há uma manhã em setembro
Em que nada parece igual
É tudo tão doce e sincero
Que nem parece normal
Há uma manhã em setembro
Em que o vento sopra, contente
Em que os sonhos se tornam mais puros
E a minha vida fica diferente
E nessa manhã de setembro
Noto a luz do teu olhar
Essa luz que encanta o céu
E apaga a tristeza do ar
E antes que chegue a noite
E tudo fique como antes
Eu peço para que o destino
Não nos faça ficar distantes
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
5:53 PM
1 pensamento(s) profundo(s)
Tu és assim...
Tu és assim
Deixaste de ter importância para mim
A partir de agora vou ser só eu
Mas tu querias que fosse assim
Sempre desprezaste o que é meu
Falas comigo como se não tivesse valor
Não me deixas dizer o que sinto
Nem sequer queres honrar o amor
Não te atrevas a dizer que minto
Mas eu vou deixar de estar sempre aqui
Pois tenho quem se importe comigo
Agora deixei de precisar de ti
E não quero quem não saiba o valor de um amigo
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
5:50 PM
1 pensamento(s) profundo(s)
Como tudo começou...(Porquê poesia?)
Quem sou eu? O que faço aqui?
Questões que ocupam as mentes de filósofos, poetas e...Adolescentes...
Quem sou eu, senão alguém preso entre a infância e a idade adulta?
Mas porquê a poesia? O que terá esta que outras formas de escrita não têm?
A poesia é o que me permite explicar quem sou e o que sinto, sem realmente o dizer...Pois entre antíteses, esquema rimático e metáforas esconde-se uma vida...Onde perdura a tristeza, o sofrimento e a depressão...
Mas isto já é outra história...
Neste escuro recanto da minha alma poderão ver quem eu sou e o que penso, muito melhor do que aqueles que julgam que me conhecem...
Quem sou eu?
Sou uma triste poetisa
O que faço aqui?
Procuro partilhar a infelicidade da minha alma com quem a queira compreeender...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
5:44 PM
3
pensamento(s) profundo(s)



