O seu sangue escorre pelo chão
O seu mundo suspira solidão
A sua alma é uma vela apagada
A sua vida é tudo e não é nada
Quem é ela, que sofre de depressão?
Quem é ela, que morre na escuridão?
É um pesadelo, para vós e para mim
Que pode ela, se a sua vida é assim?
Ela é o céu, a terra e o ar
Ela é fogo, desejo de sonhar
Cabelos negros que voam ao vento
Ela é paixão, é sentimento
Ela é doce e frágil, nunca forte
Ela é a própria encarnação da morte
Ela é a noite e a filosofia
Ela é o que resta da poesia
Tuesday, June 12, 2007
Quem é ela?
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
3:19 PM
4
pensamento(s) profundo(s)
A recusa
Cortai as amarras da paixão
Deixai de ouvir a voz do sentimento
O mundo é só lógica e razão
Deixou de haver lugar para o sofrimento
Estilhaçada a mente pela poesia
Perdido o olhar negro da memória
Viverá então o mundo em alegria
Enquanto ela se perde nas trevas da história
Recuso este destino cruel
Recuso a tua poética alma
As cicatrizes que tu tens na pele
A tua face, sempre triste, nunca calma
Pois porque tu já estás perdida
Enquanto eu ainda me posso encontrar
Pois porque queres pôr fim à tua vida
A tua alma, eu terei de recusar
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
3:11 PM
1 pensamento(s) profundo(s)
Monday, June 11, 2007
O que escrevo eu?
O que escrevo eu, senão loucura?
Amor perdido, ausência de ternura
Escrevo doces sonetos de sofrimento
Escrevo por paixão, não por talento
Escrevo lágrimas dos que choram em vão
Escrevo trevas, tristeza e solidão
Escrevo o breve sussuro da maré
Escrevo enquanto vou perdendo a fé
Pois embora eu tenha um futuro incerto
É apenas a escrever que eu liberto
As mágoas da alma e do coração
A escrita é a luz que afasta a escuridão
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:31 PM
1 pensamento(s) profundo(s)
Tortura intemporal
Tortura intemporal (dedicado à minha "maravilhosa" aula de françês e ao respectivo professor...)
Sonhos amordaçados em mentes dispersas
Posições estáticas, expressões diversas
Palavras torturando, absinto ou veneno
Folhas esvoaçando, um olhar sereno
Pura inclemência, o passar do tempo
Triste martírio, falta de talento
Sorrisos ficam lá fora, não há felicidade
Não há desejo ou empenho, só falta de vontade
Horas de sofrimento, sente-se a raiva crescente
Uma insistente rotina para desgastar a mente
Abrindo a porta trancada, deixai entrar o ar
Com o toque do sino, tudo se há de acabar
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
7:25 PM
2
pensamento(s) profundo(s)
Será por ti...
Esquece.
És capaz?
De o deixar para trás
como uma memória esquecida?
Não.
Pois assim é a vida.
Não o esqueço, assim o quero
E nada mais é sincero.
Mas este desejo vai-me custar
Tudo aquilo que me fazia continuar
E se perder, se parar
Se deixar de respirar...
Será por ti.
Só por ti.
Pois mesmo não sendo feliz,
Foi o que a minha alma quis.
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
5:57 PM
1 pensamento(s) profundo(s)
Manhã de setembro
Manhã de setembro
Há uma manhã em setembro
Em que nada parece igual
É tudo tão doce e sincero
Que nem parece normal
Há uma manhã em setembro
Em que o vento sopra, contente
Em que os sonhos se tornam mais puros
E a minha vida fica diferente
E nessa manhã de setembro
Noto a luz do teu olhar
Essa luz que encanta o céu
E apaga a tristeza do ar
E antes que chegue a noite
E tudo fique como antes
Eu peço para que o destino
Não nos faça ficar distantes
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
5:53 PM
1 pensamento(s) profundo(s)
Tu és assim...
Tu és assim
Deixaste de ter importância para mim
A partir de agora vou ser só eu
Mas tu querias que fosse assim
Sempre desprezaste o que é meu
Falas comigo como se não tivesse valor
Não me deixas dizer o que sinto
Nem sequer queres honrar o amor
Não te atrevas a dizer que minto
Mas eu vou deixar de estar sempre aqui
Pois tenho quem se importe comigo
Agora deixei de precisar de ti
E não quero quem não saiba o valor de um amigo
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
5:50 PM
1 pensamento(s) profundo(s)
Como tudo começou...(Porquê poesia?)
Quem sou eu? O que faço aqui?
Questões que ocupam as mentes de filósofos, poetas e...Adolescentes...
Quem sou eu, senão alguém preso entre a infância e a idade adulta?
Mas porquê a poesia? O que terá esta que outras formas de escrita não têm?
A poesia é o que me permite explicar quem sou e o que sinto, sem realmente o dizer...Pois entre antíteses, esquema rimático e metáforas esconde-se uma vida...Onde perdura a tristeza, o sofrimento e a depressão...
Mas isto já é outra história...
Neste escuro recanto da minha alma poderão ver quem eu sou e o que penso, muito melhor do que aqueles que julgam que me conhecem...
Quem sou eu?
Sou uma triste poetisa
O que faço aqui?
Procuro partilhar a infelicidade da minha alma com quem a queira compreeender...
poeticamente escrito por
Isabel
escondido nos confins da escuridão em
5:44 PM
3
pensamento(s) profundo(s)



