Monday, June 11, 2007

O que escrevo eu?

O que escrevo eu, senão loucura?
Amor perdido, ausência de ternura
Escrevo doces sonetos de sofrimento
Escrevo por paixão, não por talento

Escrevo lágrimas dos que choram em vão
Escrevo trevas, tristeza e solidão
Escrevo o breve sussuro da maré
Escrevo enquanto vou perdendo a fé

Pois embora eu tenha um futuro incerto
É apenas a escrever que eu liberto
As mágoas da alma e do coração
A escrita é a luz que afasta a escuridão

Tortura intemporal

Tortura intemporal (dedicado à minha "maravilhosa" aula de françês e ao respectivo professor...)

Sonhos amordaçados em mentes dispersas
Posições estáticas, expressões diversas
Palavras torturando, absinto ou veneno
Folhas esvoaçando, um olhar sereno

Pura inclemência, o passar do tempo
Triste martírio, falta de talento
Sorrisos ficam lá fora, não há felicidade
Não há desejo ou empenho, só falta de vontade

Horas de sofrimento, sente-se a raiva crescente
Uma insistente rotina para desgastar a mente
Abrindo a porta trancada, deixai entrar o ar
Com o toque do sino, tudo se há de acabar

Será por ti...

Esquece.
És capaz?
De o deixar para trás
como uma memória esquecida?

Não.
Pois assim é a vida.
Não o esqueço, assim o quero
E nada mais é sincero.

Mas este desejo vai-me custar
Tudo aquilo que me fazia continuar
E se perder, se parar
Se deixar de respirar...

Será por ti.
Só por ti.
Pois mesmo não sendo feliz,
Foi o que a minha alma quis.

Manhã de setembro

Manhã de setembro

Há uma manhã em setembro
Em que nada parece igual
É tudo tão doce e sincero
Que nem parece normal

Há uma manhã em setembro
Em que o vento sopra, contente
Em que os sonhos se tornam mais puros
E a minha vida fica diferente


E nessa manhã de setembro
Noto a luz do teu olhar
Essa luz que encanta o céu
E apaga a tristeza do ar

E antes que chegue a noite
E tudo fique como antes
Eu peço para que o destino
Não nos faça ficar distantes

Tu és assim...

Tu és assim

Deixaste de ter importância para mim
A partir de agora vou ser só eu
Mas tu querias que fosse assim
Sempre desprezaste o que é meu

Falas comigo como se não tivesse valor
Não me deixas dizer o que sinto
Nem sequer queres honrar o amor
Não te atrevas a dizer que minto

Mas eu vou deixar de estar sempre aqui
Pois tenho quem se importe comigo
Agora deixei de precisar de ti
E não quero quem não saiba o valor de um amigo

Como tudo começou...(Porquê poesia?)

Quem sou eu? O que faço aqui?
Questões que ocupam as mentes de filósofos, poetas e...Adolescentes...
Quem sou eu, senão alguém preso entre a infância e a idade adulta?
Mas porquê a poesia? O que terá esta que outras formas de escrita não têm?
A poesia é o que me permite explicar quem sou e o que sinto, sem realmente o dizer...Pois entre antíteses, esquema rimático e metáforas esconde-se uma vida...Onde perdura a tristeza, o sofrimento e a depressão...
Mas isto já é outra história...
Neste escuro recanto da minha alma poderão ver quem eu sou e o que penso, muito melhor do que aqueles que julgam que me conhecem...
Quem sou eu?
Sou uma triste poetisa
O que faço aqui?
Procuro partilhar a infelicidade da minha alma com quem a queira compreeender...